
O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) criticou a campanha articulada por setores do empresariado e por parte da mídia tradicional contra a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias por semana e tem apenas um dia de descanso.
Segundo o parlamentar, há uma ofensiva para desmobilizar o apoio popular em torno do tema. Ele citou como exemplo a cobertura do jornal Folha de S.Paulo, com reportagens contrárias ao fim da escala 6×1. “A imprensa e parte do empresariado sequer disfarçam a pressão para impedir a votação do fim da escala 6×1. Associações empresariais e frentes parlamentares já anunciaram que vão jogar pesado para manter esse modelo, considerado por muitos um regime de exploração dos trabalhadores. O que se busca, no fim das contas, é garantir interesses econômicos, sempre priorizando o lucro”, afirmou Zarattini.
A imprensa e parte do empresariado sequer disfarçam a pressão para impedir a votação do fim da escala 6×1. Associações, empresários e frentes parlamentares já anunciaram que vão jogar pesado para manter esse modelo, considerado por muitos um regime de exploração contra os…
— Zarattini (@CarlosZarattini) February 23, 2026
No Congresso Nacional, tramitam duas propostas de emenda à Constituição sobre o tema: a PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT/MG), e a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL/SP). Ambos os textos propõem o fim da escala 6×1, sem redução salarial, por meio da alteração do artigo 7º da Constituição Federal, que trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, encaminhou a PEC 8/2025 para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), etapa inicial da tramitação antes da criação de uma comissão especial destinada à discussão do mérito da proposta.
Para Zarattini, o debate precisa envolver a sociedade e garantir que os brasileiros tenham acesso a uma jornada de trabalho mais justa, com tempo adequado de descanso. “Estamos falando de qualidade de vida, saúde mental e valorização do trabalhador. O Brasil não pode continuar preso a um modelo ultrapassado que penaliza quem vive do próprio trabalho”, concluiu.
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