
O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) esteve no Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista, onde cobrou providências para solucionar um vazamento de esgoto e melhorar os serviços de saneamento oferecidos à população do bairro.
Durante a agenda, Zarattini criticou a privatização da Sabesp, concluída pelo governo estadual em julho de 2024. Na operação, o Grupo Equatorial adquiriu uma participação de 15% na companhia e tornou-se seu investidor de referência.
Para o deputado, serviços essenciais como o abastecimento de água, a coleta e o tratamento de esgoto não podem ser conduzidos apenas pela busca do lucro.
“A Sabesp presta um serviço fundamental para a população. Quando o principal objetivo passa a ser aumentar os lucros, existe o risco de redução das equipes, precarização do trabalho e piora no atendimento”, afirmou Zarattini.
Redução das equipes técnicas
Zarattini também demonstrou preocupação com a saída de trabalhadores experientes da companhia após a privatização. Segundo informações divulgadas em 2025, mais de 2 mil funcionários deixaram a Sabesp depois da mudança de controle, incluindo desligamentos e adesões a programas de demissão voluntária.
Na avaliação do parlamentar, a experiência acumulada pelos trabalhadores é indispensável para a operação dos sistemas de abastecimento, tratamento da água e coleta de esgoto.
“Não basta retirar a água da represa e distribuir para a população. Existe todo um processo técnico de tratamento, controle e manutenção. O mesmo acontece com o esgoto. Quando profissionais experientes deixam a empresa, o funcionamento do sistema pode ser prejudicado”.
Zarattini ressaltou que a crítica não é direcionada aos novos trabalhadores, mas ao modelo de gestão que reduz equipes próprias e amplia a terceirização sem garantir experiência, treinamento e estrutura adequados.
“Os trabalhadores que estão entrando não são culpados. O problema é substituir equipes experientes sem oferecer tempo, formação e condições para que os novos profissionais conheçam plenamente um sistema tão complexo”, explicou.
Cobrança por atendimento de qualidade
O deputado defendeu uma resposta rápida para o vazamento no Jaguaré e a realização de uma fiscalização rigorosa dos serviços prestados pela companhia.
Após a privatização, usuários passaram a registrar mais reclamações relacionadas ao abastecimento, às interrupções, aos vazamentos e ao atendimento. Dados divulgados em 2026 apontaram crescimento nas queixas contra a empresa entre 2024 e 2025.
“A população paga sua conta e tem o direito de receber água limpa, coleta de esgoto adequada e um atendimento rápido quando ocorre algum problema. Não podemos aceitar vazamentos, mau cheiro e riscos à saúde dos moradores”, destacou Zarattini.
O parlamentar afirmou que continuará acompanhando a situação do Jaguaré e cobrando responsabilidade da Sabesp e do Governo do Estado. “Vamos continuar fiscalizando e defendendo um serviço de saneamento que coloque a população em primeiro lugar. Água tratada e coleta de esgoto são direitos essenciais e precisam ser garantidos com qualidade”.


