
O fechamento de agências e postos de atendimento da Caixa Econômica Federal em São Paulo foi tema de reunião entre o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) e o superintendente Nacional de Canais, Raphael Barbosa. O parlamentar questionou o encerramento das atividades e apresentou manifestações contrárias às medidas.
Em Embu-Guaçu, Zarattini solicitou a reconsideração da decisão de fechamento do Posto de Atendimento do Distrito do Cipó, destacando que a unidade é de fundamental importância para a comunidade. O posto é responsável por atendimentos relacionados a programas do Governo Federal, além de saques de benefícios, depósitos e serviços bancários essenciais.
Segundo o deputado, aproximadamente 40 mil moradores do distrito e de bairros vizinhos seriam diretamente impactados pelo encerramento das atividades. Outro ponto crítico é a distância de aproximadamente 12 km até a agência mais próxima, o que representa uma dificuldade adicional para idosos, pessoas com deficiência e famílias sem meios de transporte.


A mesma preocupação envolve a Agência Pirajussara, localizada na Avenida Carlos Lacerda, na zona sul de São Paulo. O fechamento, previsto para 8 de setembro de 2025, já mobilizou parlamentares e moradores da região.
Assim como Zarattini, o deputado estadual Antonio Donato (PT-SP) encaminhou ofício defendendo a manutenção integral da agência, reforçando que milhares de famílias dependem de seus serviços. A comunidade também se posicionou contra a decisão, alertando para os prejuízos que incluem aumento de gastos com transporte, sobrecarga em outras unidades e dificuldades de acesso a programas sociais, sobretudo para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Acordo em Embu-Guaçu
Em resposta às solicitações, o superintendente Rafael Barbosa informou que será firmado um acordo com a Prefeitura de Embu-Guaçu para manter a unidade do Cipó em outro local. Segundo ele, o atual contrato de aluguel inviabiliza a manutenção do posto, mas a prefeitura se comprometeu a buscar uma solução para viabilizar o funcionamento.
Alternativas para Pirajussara
No caso da Agência Pirajussara, Barbosa explicou que a Caixa pretende disponibilizar agências móveis e realizar ações em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social, (CRAS). Além disso, outra agência, localizada a apenas 1 km de distância, deverá absorver parte da demanda. De acordo com o superintendente, além do alto custo de aluguel, a agência apresentou prejuízos nos últimos anos devido à baixa procura. Ele ressaltou que a comunidade continuará a ter atendimento em agências próximas e também por meio do Caminhão Caixa, unidade itinerante de serviços.