
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente as tentativas descabidas do bolsonarismo de tentar colar no governo e no Partido dos Trabalhadores (PT) o escândalo de corrupção envolvendo o Banco Master e os desvios nos benefícios de aposentados. O chefe do Executivo deixou claro que quem descobriu “toda a roubalheira” foi o governo liderado por ele, por meio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal.
“Vira e mexe, eles estão tentando empurrar nas costas do governo e do PT esse Banco Master. Esse Banco Master é o ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos [Neto], ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo o que fizeram dando um golpe de R$ 50 bilhões nesse país”, afirmou o presidente, no evento de lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao Governo de São Paulo, nesta quinta-feira, 19, em São Bernardo do Campo (SP).
Durante o discurso, o presidente lembrou que o Banco Master foi criado em 2019 e, no início daquele ano, o então presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, “negou o reconhecimento” da instituição. “É uma obra deles […]. Quem reconheceu em setembro de 2019 foi o Roberto Campos Neto e todas as falcatruas foram feitas por ele“, disse o presidente.
Lula pediu que a bancada do PT tenha coragem de denunciar e ir para o enfrentamento: “A gente não pode se calar. Não tem meio termo. Enquanto esse jovem com 80 primaveras, mas com energia de 30, estiver vivo, a extrema direita não volta mais a governar esse país”, disparou.
Ele reconheceu que as eleições deste ano serão difíceis e que não será um pleito “normal”. “É uma eleição da democracia contra o fascismo, liberdade contra a opressão, da liberdade de imprensa contra a mentira”, apontou.
Luta internacional pela paz e pela democracia
O presidente reforçou que a luta democrática agora precisa de esforços internacionais, já que, segundo ele, os cinco países membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) são os que estão fazendo guerra: China, Rússia, Estados Unidos, Reino Unido e França.
“Eles produzem armas, vendem mais armas, participam mais do conflito, e quem paga o preço? Os pobres. Ano passado, gastaram US$ 2,7 trilhões em armas. Quanto gastaram em comida? Quanto gastaram em educação? Quanto gastaram para acabar com as pessoas que estão refugiadas, vítimas de guerras insanas?”, questionou Lula, acrescentando que este é o período de maior conflito armado desde a II Guerra Mundial.
Matéria originalmente publicada no site do PT Nacional e republiada aqui.