Acordo Mercosul–União Europeia renova esperança no multilateralismo

Um dos maiores acordos comerciais do planeta foi assinado com compromisso direto de Lula. Os parlamentos agora precisam ratificar o entendimento entre os dois blocos

19 jan 2026, 11:56 Tempo de leitura: 2 minutos, 15 segundos
Acordo Mercosul–União Europeia renova esperança no multilateralismo


Ricardo Stuckert/Assessoria de Imprensa


Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi finalmente assinado no sábado, dia 17, em Assunção, Paraguai, marcando um novo momento para a política externa brasileira e para a integração entre dois dos maiores blocos do mundo. A iniciativa é celebrada pelo Governo Lula como uma vitória do diálogo, da democracia e da cooperação entre os povos.

O acordo, agora, segue para os trâmites de ratificação nos Parlamentos Nacionais. Para o Ministério das Relações Exteriores (MRE), trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais.

“Ante o crescimento do extremismo político, o Mercosul e a União Europeia demonstram na prática como o multilateralismo, que tantos benefícios trouxeram ao mundo depois da Segunda Guerra, segue atual e necessário”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo publicado em veículos de imprensa dos dois blocos no último fim de semana.

O presidente Lula ressaltou que o acordo foi uma longa construção, de mais de 25 anos. Ele apontou que os dois blocos se unem contra a lógica “das guerras comerciais que segregam economias” e apostam no compartilhamento de valores democráticos, humanos e de proteção ambiental.

Pelo governo brasileiro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ressaltou que o acordo fortalece laços históricos entre as regiões e cria uma das maiores zonas econômicas do planeta.
“O acordo Mercosul-União Europeia aproxima ainda mais duas regiões que já são muito integradas do ponto de vista cultural, político, histórico e também econômico. O acordo cria uma das maiores zonas econômicas do mundo, reunindo 31 países, 720 milhões de habitantes e mais ou menos 14% do PIB mundial”, declarou.

Vieira também destacou os impactos concretos para a população. “É um acordo de interesse de todos os setores no Brasil. Vai produzir benefícios quase imediatos, com a integração dos sistemas produtivos e a redução de tarifas, melhorando a vida dos produtores e consumidores brasileiros”, afirmou.

O chanceler lembrou ainda que a retomada das negociações foi uma orientação direta do presidente Lula logo no início do governo. “O presidente nos instruiu a retomar as negociações e rever um texto que estava parado há quatro anos. Era um texto desequilibrado e antiquado. Agora temos um acordo muito mais equilibrado e positivo para ambos os lados”, concluiu.

Matéria original de Ramíla Moura, especial para a Redação do PT.