
O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) participou de uma reunião com artistas, produtores e representantes do movimento hip-hop em Peruíbe para discutir políticas públicas, financiamento e estratégias de fortalecimento da cultura periférica. Durante o encontro, Zarattini ressaltou que a organização coletiva é necessária para ampliar a visibilidade dos movimentos culturais e garantir maior participação nos espaços de decisão. “É muito difícil avançar com a cultura popular e periférica sem união. Cada grupo trabalhando sozinho tem menos força. Precisamos construir um movimento articulado, capaz de reunir pessoas, apresentar propostas e lutar por mais reconhecimento e investimentos”, afirmou.
União entre hip-hop, skate e movimentos populares
Zarattini destacou os diálogos realizados com representantes da Federação Paulista de Skate para aproximar diferentes manifestações culturais e esportivas, como o hip-hop e o skate. A proposta é construir ações conjuntas, promover eventos e ampliar a integração entre artistas, esportistas, coletivos culturais, torcidas organizadas e comunidades periféricas. O deputado também citou a realização de atividades culturais em parceria com torcidas organizadas como exemplo de articulação capaz de alcançar novos públicos e fortalecer a produção cultural das periferias.
Mais financiamento para a cultura periférica
Durante a reunião, Zarattini defendeu o aumento dos recursos destinados à cultura e a criação de mecanismos específicos para apoiar projetos de hip-hop e outras manifestações periféricas.
Segundo o parlamentar, artistas e coletivos das comunidades enfrentam dificuldades para acessar os principais instrumentos de financiamento cultural, muitas vezes concentrados em grandes produções e artistas já consolidados. “A cultura periférica precisa ter acesso real aos recursos públicos e aos mecanismos de incentivo. Muitas empresas preferem patrocinar grandes produções, enquanto artistas dos bairros continuam enfrentando dificuldades para manter seus projetos”, afirmou.
Zarattini ressaltou que instrumentos como a Lei Rouanet são importantes, mas precisam ser acompanhados por políticas que ampliem o acesso de artistas independentes, coletivos populares e iniciativas desenvolvidas fora dos grandes centros de produção cultural.“Precisamos disputar o orçamento da cultura e garantir recursos específicos para o hip-hop, para o skate e para as manifestações que nascem nas periferias”, destacou.
Cultura e participação social
O deputado também defendeu que os movimentos culturais participem ativamente dos debates sobre políticas públicas, mesmo que seus integrantes não estejam filiados a partidos ou apoiem candidaturas específicas.
Para Zarattini, a participação social permite que os artistas apresentem suas necessidades, influenciem decisões e acompanhem a aplicação dos recursos públicos. “Não é necessário estar filiado a um partido para participar da política. Mas é importante estar presente no debate, defender propostas e lutar para que a cultura seja tratada como prioridade”, declarou.
Ao final do encontro, Zarattini reafirmou seu compromisso com os movimentos culturais de Peruíbe e com a ampliação das políticas de incentivo à cultura popular. “Precisamos unir artistas, coletivos e comunidades para construir um movimento forte. Vamos continuar trabalhando para que a cultura periférica tenha recursos, espaço, reconhecimento e voz”.



