
O governo federal anunciou a ampliação do Gás do Povo, que passará a atender mais de 15,5 milhões de famílias de baixa renda em todo o país. A medida reforça a política de combate à insegurança energética e amplia o acesso gratuito ao botijão de gás de 13 quilos por meio de revendas credenciadas.
Criado em 2021, por iniciativa do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), o então Auxílio Gás surgiu como resposta à escalada do preço do botijão. No governo do presidente Lula, o programa foi ampliado, reformulado e passou a atender mais famílias em todo o Brasil.
Para Zarattini, a ampliação representa o fortalecimento de uma política pública voltada à proteção social e ao alívio no orçamento doméstico.“O Gás do Povo nasceu de uma iniciativa do nosso mandato e, no governo do presidente Lula, ganhou escala para atender mais famílias brasileiras. Estamos falando de uma medida concreta, que ajuda a garantir comida no fogão e reduz o peso do gás no orçamento de quem mais precisa”, afirmou o deputado.
A nova fase de operacionalização do programa tem início nesta segunda-feira (23), com investimento de R$ 957,2 milhões apenas no mês de março. Nesta etapa, 9,4 milhões de famílias serão beneficiadas. A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano, ampliando ainda mais o alcance da política. A mudança também trouxe um novo modelo de operação, substituindo a transferência em dinheiro pela entrega direta do botijão, assegurando que o benefício chegue de forma integral às famílias.
Com a reformulação, o Gás do Povo reforça seu papel como instrumento de proteção social, garantindo acesso a um insumo essencial para o preparo de alimentos e promovendo mais dignidade às famílias brasileiras.
92% dos lares são chefiados por mulheres: Outro destaque é o perfil das famílias atendidas. Em março, 92% dos lares beneficiados têm mulheres como responsáveis familiares, o equivalente a 8,7 milhões de famílias, o que reforça o papel do programa na proteção social e no apoio às mulheres, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade.
Recursos por estado: O investimento de março supera R$ 957 milhões e contempla todas as unidades da Federação. A Bahia lidera em volume de recursos, com R$ 129,3 milhões destinados a cerca de 1,2 milhão de famílias. Em seguida, São Paulo registra R$ 120 milhões para aproximadamente 1,19 milhão de lares atendidos. No Norte, o Pará se destaca, com R$ 85,9 milhões para 808 mil famílias. Minas Gerais recebe R$ 70,4 milhões, alcançando 737 mil famílias, enquanto Pernambuco soma R$ 68,3 milhões para 753 mil lares.
Em todas as regiões, a predominância de mulheres como responsáveis familiares permanece elevada, superando 85% e chegando a 96% em estados como Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina.
Como ter acesso: Para saber se foi contemplado, o beneficiário deve consultar o aplicativo “Meu Social, Gás do Povo”, onde é possível verificar a situação do vale e localizar as revendas credenciadas. Não é necessário ir até um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou a postos do Cadastro Único. As revendas estarão identificadas com a logo do Gás do Povo.
Cartões ou CPF
Quem não tem celular ou acesso à internet pode utilizar o cartão do Programa Bolsa Família, com chip, o cartão de débito da CAIXA, ou informar o CPF do responsável familiar na maquininha “Azulzinha” ou no aplicativo “Azulzinha Aproxima”, meio de pagamento utilizado nas revendas credenciadas.
Critérios: Para ter acesso ao Gás do Povo, é preciso ter pelo menos duas pessoas na composição familiar, renda per capita de até meio salário mínimo e Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses. O CPF do responsável familiar deve estar regular e o cadastro não pode apresentar pendências, como averiguação cadastral ou indício de óbito do responsável familiar. O programa prioriza famílias do Bolsa Família.
Combate à pobreza energética: Ao garantir a recarga gratuita do botijão, o programa Gás do Povo enfrenta diretamente a pobreza energética. O alto custo da recarga e as dificuldades de distribuição, principalmente em áreas mais afastadas, impediam muitas famílias de acessar energia limpa e segura. Como consequência, era comum o uso de alternativas precárias, como lenha, carvão e querosene, que expõem, principalmente, mulheres e crianças à fumaça tóxica, a doenças respiratórias e ao risco de queimaduras. A política atua para transformar esse cenário, ao mesmo tempo em que fortalece a segurança alimentar e movimenta economias locais.
A recente transformação do Gás do Povo em lei federal reforça esse caminho. Mais do que uma ação pontual, o programa se consolida como uma política pública estruturante, que combina proteção social, planejamento energético e desenvolvimento econômico.
Acesso ao cozimento limpo: A política também institui o Programa Nacional de Acesso ao Cozimento Limpo, que passa a estruturar as ações de combate à pobreza energética. O modelo integra a gratuidade do botijão e outras modalidades de cocção limpa, com fontes diversificadas de financiamento, mecanismos de monitoramento e governança reforçada, incluindo comitê gestor permanente e publicação periódica de relatórios.
Assista:
Com informações da Agência Gov.