Zarattini defende partilha de terras raras e urânio para financiar desenvolvimento no Brasil

Na avaliação do parlamentar, o Brasil precisa aumentar a parcela da riqueza natural que permanece sob controle do Estado e direcionar esses recursos para enfrentar problemas estruturais do país.

19 mar 2026, 09:44 Tempo de leitura: 1 minuto, 50 segundos
Zarattini defende partilha de terras raras e urânio para financiar desenvolvimento no Brasil
Foto: Kayo Magalhães / CD




Durante participação no Podcast dos Comerciários, o deputado federal Carlos Zarattini (PT/SP) defendeu a ampliação do regime de partilha para recursos estratégicos como terras raras e urânio, nos moldes do que já ocorre com parte da exploração do petróleo. Na avaliação do parlamentar, o Brasil precisa aumentar a parcela da riqueza natural que permanece sob controle do Estado e direcionar esses recursos para enfrentar problemas estruturais do país.

Zarattini argumenta que o país dispõe de ativos de grande valor econômico e geopolítico, como as reservas de petróleo, os minerais críticos conhecidos como terras raras e o urânio, que podem sustentar um projeto de desenvolvimento de longo prazo com mais investimento público em habitação, saúde, educação e segurança pública.

Ao tratar do petróleo, o deputado menciona a relevância do regime de partilha já existente e sustenta que a mesma lógica deve ser debatida para outras riquezas minerais. No caso das terras raras, chama atenção para a disputa internacional em torno desses insumos, hoje centrais para a indústria de alta tecnologia. Em relação ao urânio, destaca-se o peso estratégico do mineral na geração de energia nuclear e o lugar que o Brasil pode ocupar nesse cenário.

Para o parlamentar, a ampliação da apropriação pública dessa riqueza é condição para enfrentar carências históricas da população. Entre os pontos citados estão a necessidade de ampliar a oferta de moradia para famílias em situação precária, fortalecer o Sistema Único de Saúde e expandir a formação de profissionais qualificados em áreas como engenharia, biotecnologia e tecnologia.

Segundo Zarattini, esses recursos também poderiam reforçar o enfrentamento ao crime organizado e aos crimes cibernéticos, que atingem de forma crescente a população, sobretudo idosos e pessoas mais vulneráveis. A declaração insere no debate público a discussão sobre soberania econômica, aproveitamento de recursos estratégicos e papel do Estado na conversão da riqueza mineral em políticas de desenvolvimento.