Zarattini responsabiliza família Bolsonaro por tarifas dos EUA e defende soberania nacional

O deputado também defendeu a aprovação da Medida Provisória Brasil Soberano, criada pelo governo federal para proteger a produção nacional diante das tarifas.

22 ago 2025, 12:30 Tempo de leitura: 1 minuto, 35 segundos
Zarattini responsabiliza família Bolsonaro por tarifas dos EUA e defende soberania nacional
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, o vice-líder do governo Lula no Congresso, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), responsabilizou a família Bolsonaro pela imposição pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. Para o parlamentar, a família atua contra os interesses do país na busca por tentar impedir que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja punido no inquérito de tentativa de golpe de Estado e livrar. No momento, Bolsonaro está em prisão domiciliar.

Zarattini destacou que o “tarifaço” já causou prejuízo superior a R$ 40 bilhões ao Brasil. “Os EUA de Trump vêm impondo um bloqueio inaceitável, movido por interesses político-ideológicos e alimentado pelo deputado Eduardo Bolsonaro. Eles não aceitaram a derrota nas urnas e tentaram um golpe de Estado. Agora, um golpe econômico com ajuda do governo norte-americano”, afirmou.

O deputado também defendeu a aprovação da Medida Provisória Brasil Soberano, criada pelo governo federal para proteger a produção nacional diante das tarifas. Segundo ele, a proposta garante segurança jurídica para implementar políticas de incentivo e permitirá que empresas brasileiras redirecionem sua produção ao mercado interno ou a outros destinos internacionais.
Zarattini reforçou ainda a necessidade de fortalecer as instituições democráticas e a soberania nacional, tema central do seu discurso.

Justiça tributária: Além disso, o parlamentar comemorou a aprovação do requerimento de urgência do Projeto de Lei 1087/25, que prevê isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Para ele, a medida representa um avanço na justiça tributária. “Hoje, a estrutura tributária pesa justamente sobre quem mais precisa: trabalhadores, pobres e classe média. Enquanto isso, os mais ricos seguem com privilégios”, completou.

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