
O deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) classificou como o “maior escândalo de corrupção do governo de São Paulo” os desdobramentos da Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público Estadual para desarticular um esquema de fraude tributária bilionária na Secretaria da Fazenda envolvendo créditos do ICMS. As investigações apontam que auditores fiscais receberam propinas que somam mais de R$ 1 bilhão em troca de benefícios a grandes empresas como a Ultrafarma.
Em suas redes sociais, Zarattini criticou o silêncio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Tarcísio teve sob seu governo um esquema de fraudes fiscais bilionário funcionando descaradamente. Enquanto trabalhadores e pequenas empresas são punidos por atrasos, grandes empresários, amigos do governo, recebiam facilidades ilegais. É impressionante como bilhões podem desaparecer sem que ninguém veja”, criticou.
O parlamentar cobrou rigor nas apurações e punições exemplares: “O Ministério Público começou a puxar o fio do novelo, mas o povo precisa de respostas claras, e todos os envolvidos devem ser responsabilizados.”
De acordo com o MPE, o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto manipulava processos administrativos para favorecer empresas na quitação de créditos tributários. Em troca, recebia propinas mensais por meio de uma empresa registrada em nome da mãe. Entre as irregularidades, estão aceleração de aprovações, impedimento de revisões internas e liberação de valores superiores aos devidos.
A investigação segue em andamento, e os acusados poderão responder por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Esquema: Uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec) revelou que o auditor preso alterava processos administrativos para beneficiar empresas na quitação de créditos tributários. Em troca do favorecimento, ele recebia propina mensal disfarçada em pagamentos feitos por uma empresa registrada em nome da própria mãe.
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