Indiciamento de Bolsonaro por crimes contra a humanidade ganha o mundo

CPI é destaque nos maiores jornais e agências de notícias internacionais: “Bolsonaro intencionalmente deixou o coronavírus se alastrar pelo país e matar centenas de milhares de pessoas”, relata o ‘NY Times’

21 out 2021, 19:33 Tempo de leitura: 3 minutos, 6 segundos
Indiciamento de Bolsonaro por crimes contra a humanidade ganha o mundo

CPI é destaque nos maiores jornais e agências de notícias internacionais: “Bolsonaro intencionalmente deixou o coronavírus se alastrar pelo país e matar centenas de milhares de pessoas”, relata o ‘NY Times’

A apresentação do relatório da CPI da Covid, nesta quarta-feira (20), quando Jair Bolsonaro foi apontado como autor de 12 crimes que levaram a morte de mais de 603 mil brasileiros durante a pandemia, ganhou ampla repercussão na imprensa mundial. Os principais jornais e agências de notícias do mundo chamaram a atenção para os crimes contra a humanidade, pelos quais Bolsonaro poderá responder no Tribunal Penal Internacional de Haia, na Holanda.

New York Times, Washington Post, The Guardian, The Economist, Der Spiegel, El País, além das agências BBC, Reuters, Bloomberg, Al Jazeera e Associated Press, entre outros veículos, apontaram o potencial explosivo do relatório e as mudanças no documento que alteraram a tipificação de crime de genocídio para crimes contra a humanidadeThe TimesLe MondeLa NaciónFinancial Times também noticiaram a conclusão dos trabalhos da CPI e o indiciamento do líder de extrema direita e seus aliados. 

NY Times reporta que a CPI concluiu que Bolsonaro “deixou o coronavírus se alastrar pelo país de propósito e matar centenas de milhares de pessoas em uma aposta fracassada de atingir imunidade de rebanho e reviver a maior economia da América Latina”.

Post lembra que “o relatório final, com mais de mil páginas, acusa Bolsonaro e aliados por deixarem de agir para parar o mortal coronavírus, minando ainda os esforços para fazer isso”. Já a Bloomberg informa que “o relatório oficial acusa o presidente de trabalhar contra as evidências científicas, agindo com “óbvio desprezo” pela vida das pessoas, como evidenciado na “demora deliberada” na compra das vacinas”.

Por sua vez, a Associated Press noticia que “um relatório do Senado brasileiro recomendou na quarta- feira a perseguição de crimes contra a humanidade e outras acusações contra o presidente Jair Bolsonaro por supostamente atrapalhar a resposta do Brasil ao Covid-19 e contribuir para que o país tenha a segunda maior taxa de mortes da pandemia no mundo”. Sozinha, a Associated Press tem seu material reproduzido em mais de 15 mil sites e agências de notícias ao redor do mundo.

“Uma comissão do Senado acusa o presidente de extrema direita por milhares de mortes por meio da disseminação de informações falsas e do abandono intencional de populações indígenas”, relata o francês Le Monde.

Britânicos

Os britânicos Financial Times e The Economist abordaram a contundência do relatório, sendo, para o semanário, “muito mais contundente do que o esperado”. “A abordagem [de Bolsonaro] “macabra” da pandemia, incluindo a organização de grandes reuniões de seus apoiadores e cientistas depreciativos, constitui um “crime contra a saúde pública”. Cerca de 65 outras pessoas também estão implicadas e podem enfrentar processos criminais”, indica a revista.

Guardian estampou o assunto em manchete e destaca que a versão final do documento “sugere que o comitê recomendará ao presidente populista do Brasil que seja acusado de nove crimes distintos, incluindo charlatanismo, incitação à prática de crimes, propagação de germes patogênicos e crimes contra a humanidade”.

Da Redação, com agências

Matéria publicada originalmente no site Partido dos Trabalhadores e replicada neste canal.